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Quanto tempo guardar prontuários e documentos de pacientes?
O que todo profissional da saúde precisa saber para atuar com segurança jurídica

Uma das dúvidas mais comuns entre profissionais da saúde, especialmente aqueles que atuam de forma autônoma ou estão estruturando sua clínica, é: por quanto tempo devo guardar os prontuários e documentos dos meus pacientes?
Essa não é apenas uma questão administrativa, é jurídica, ética e estratégica.

Guardar prontuários por menos tempo do que o exigido pode gerar problemas legais sérios. Por outro lado, manter documentos de forma desorganizada, insegura ou indefinida também expõe o profissional a riscos, especialmente à luz da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).

Neste artigo, você vai entender o básico, e essencial, sobre prazos, responsabilidades e boas práticas.

 

 

Por que o prontuário é tão importante juridicamente?

O prontuário é um documento legal. Ele registra toda a história do atendimento: avaliações, condutas, evolução, orientações e decisões clínicas.

Em caso de:

  • Processos éticos
  • Questionamentos judiciais
  • Demandas administrativas
  • Solicitações do próprio paciente

É o prontuário que protege o profissional.

Sem ele, ou com registros incompletos, a defesa se fragiliza drasticamente.

 

 

Afinal, quanto tempo guardar prontuários?

Os prazos variam conforme a legislação, o conselho profissional e o tipo de documento. De forma geral:

Regra base mais utilizada

  • Prontuários de pacientes devem ser guardados por, no mínimo, 20 anos, contados a partir do último registro.

Esse prazo é adotado por diferentes conselhos e respaldado por normas técnicas e jurídicas.

Pacientes menores de idade

  • O prazo passa a contar a partir da maioridade legal (18 anos)
    Ou seja: o prontuário pode precisar ser guardado por muito mais tempo.

 

 

E documentos complementares?

Alguns exemplos e prazos comuns:

  • Termos de consentimento: junto ao prontuário (mesmo prazo)
  • Contratos e recibos: em geral, 5 anos (prazo tributário)
  • Documentos financeiros e fiscais: conforme legislação fiscal vigente
  • Registros digitais e backups: devem respeitar os mesmos prazos dos documentos físicos

Importante: mesmo após o encerramento do atendimento, a responsabilidade sobre os dados permanece.

 

 

Prontuário físico x prontuário digital

Guardar prontuários em papel gera riscos reais:

  • Perda ou extravio
  • Acesso indevido
  • Deterioração do material
  • Dificuldade de comprovação de integridade do registro

Já o prontuário digital, quando bem estruturado, oferece:

  • Controle de acesso
  • Registro de histórico e alterações
  • Armazenamento seguro
  • Organização por paciente e período
  • Facilidade de localização em caso de demanda jurídica

Além disso, sistemas digitais facilitam o cumprimento da LGPD, algo cada vez mais fiscalizado.

 

 

O que a LGPD exige na prática?

A LGPD não define prazos específicos, mas exige que os dados sejam:

  • Coletados para uma finalidade legítima
  • Armazenados de forma segura
  • Mantidos apenas pelo tempo necessário ou exigido por lei

Ou seja: você precisa saber exatamente por que está guardando aquele dado e por quanto tempo.

Manter prontuários “largados” em pastas, e-mails ou computadores pessoais é um risco jurídico significativo.

 

 

Boas práticas para evitar problemas futuros

  • Tenha uma política clara de armazenamento
  • Utilize prontuário digital com controle de acesso
  • Registre tudo de forma objetiva e técnica
  • Evite anotações informais ou subjetivas
  • Faça backups seguros
  • Saiba exatamente onde cada documento está

Organização não é burocracia, é proteção profissional.

 

 

Onde muitos profissionais erram

  • Não sabem onde estão os prontuários antigos
  • Guardam documentos sem critério ou prazo
  • Misturam dados clínicos com informações pessoais soltas
  • Não têm sistema nem padrão de registro

Isso não só gera insegurança jurídica, como também impacta diretamente na gestão, no tempo e na tranquilidade do profissional.

 

 

Onde o eBoss Lifetime pode te auxiliar:

A importância de um sistema integrado

Plataformas que oferecem prontuário digital integrado à agenda e ao CRM permitem:

  • Visualizar o histórico completo do paciente
  • Manter registros organizados e padronizados
  • Controlar acesso aos dados
  • Cumprir LGPD com mais segurança
  • Ganhar tempo e reduzir riscos legais

 

Organização clínica é um pilar essencial de uma prática sustentável, ética e lucrativa. E por isso, aqui no eBoss Lifetime, criamos um Ecossistema para te apoiar com um sistema de gestão, desenvolvimento de carreira e comunidade como rede de apoio.

 

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