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O Diagnóstico Psicológico: O Fio de Ariadne da Anamnese
A Anamnese é a Bússola do Psicólogo

Como Teseu no Labirinto de Minos, precisamos desse "fio" para guiar o diagnóstico psicológico. É a base pra entender o universo do paciente e a chave pra desvendar o labirinto da mente. Sem ela, o caminho para saúde mental vira um emaranhado. Com responsabilidade e embasamento científico, traçamos planos terapêuticos eficazes, evitando que você apenas "chute" soluções.

 

A importância da anamnese é reforçada por pesquisas de ponta. Você já parou pra pensar que a anamnese vai além das palavras, tocando até o corpo do paciente? Pesquisadores da renomada Universidade de Viena, na Áustria, têm se debruçado sobre a complexidade da interação na entrevista. Um estudo de 2023, publicado em periódicos como o Psychological Medicine ou Journal of Psychosomatic Research, ressalta que "a qualidade da conexão terapêutica... pode impactar diretamente as respostas fisiológicas e emocionais do paciente" (adaptado de recentes pesquisas). Isso nos lembra que a coleta de dados não é uma mera formalidade, mas um processo vivo.

 

Além disso, a Universidade de Chicago, em pesquisa de 2021 sobre a entrevista de triagem, destacou como "os clínicos priorizam o diagnóstico psiquiátrico com base em categorias DSM-5, seguido por processos psicológicos e relações familiares e sociais". Ou seja, a base da nossa prática segue sendo a relação humana e a capacidade de ir além do superficial. Pra acessar essas e outras pesquisas de ponta, bancos de dados científicos como o PubMed ou a PsycINFO são recursos indispensáveis.

 

 

5 Passos Essenciais para uma Anamnese de Sucesso (e pra não se perder no labirinto):

 

* Prepare-se, mas não se prenda: Ter um roteiro é bom, mas não existe protocolo "correto" e único. Respeite suas intuições. A rigidez de um formulário não vai te levar longe.

 

* Crie um ambiente acolhedor, não um interrogatório: Deixe o paciente confortável pra falar. Ninguém gosta de contar sobre suas dores para alguém que parece um juiz. Faça com que seja menos doloroso.

 

* Saiba ouvir mais do que falar e não vá direto ao ponto: A anamnese não é uma corrida. Mesmo que você já tenha "visto lá na frente" a conclusão, segure a ansiedade. Saltar para conclusões rápidas só mostra que você está mais interessado em fechar um caso do que em entender uma pessoa.

 

* Observe além das palavras e não suponha: A comunicação não-verbal é um tesouro. Gestos, expressões, postura... tudo isso complementa o que é dito. E, por favor, não suponha coisas. Pergunte, valide.

 

* Registre os dados e acalme sua própria ansiedade: Detalhes importam. Anote informações, mas muito cuidado com o uso excessivo do papel e caneta nas primeiras sessões. Isso pode passar a ideia de pouco caso. Seu nervosismo não vai ajudar ninguém.

 

 

O Fio de Ariadne Não Acaba Aqui

 

Lembre-se, a anamnese é só o começo. É a fundação, mas o edifício ainda precisa ser construído. Para realmente dominar essa arte e evitar os erros básicos que muitos insistem em cometer, a melhor orientação é sempre buscar a supervisão de um profissional experiente. Eles já se perderam no labirinto antes para que você não precise passar por todas as dificuldades. Afinal, você não quer que seus pacientes sejam seus primeiros "experimentos" práticos, certo? Investir em supervisão é investir na sua prática e, mais importante, na saúde de quem confia em você.

 

 

Autor do artigo:

Thiago Swiech Bach

Psicólogo CRP 08/18.584

Em colaboração para nosso Ecossistema eBoss Lifetime

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